«bom, tudo seria mais fácil se eu tivesse um curso, um motorista a conduzir o meu carro, e usasse gravatas sempre. todos os valores se me gastaram, mesmo à minha frente. o dinheiro gasta-se, o corpo gasta-se. a memória. atrai-me o outro lado da vida, o outro lado do mar. de resto, não tenho grandes projectos. acho que o planeta está perdido e que, provavelmente, a hipótese de antónio josé saraiva está certa: é melhor que isto se estrague mais um bocadinho, para ver se as pessoas têm mais tempo para olhar para os outros».
― al berto, este não-futuro que a gente vive
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