07 novembro 2013

eu quero a sorte de um amor tranquilo
com sabor de fruta mordida
nós na batida, no embalo da rede
matando a sede na saliva
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum trocado p'ra dar garantia

e ser artista no nosso convívio
pelo inferno e céu de todo dia
p'ra poesia que a gente não vive
transformar o tédio em melodia
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum veneno antimonotonia

e se eu achar a sua fonte escondida
te alcance em cheio o mel e a ferida
e o corpo inteiro feito um furacão
boca, nuca, mão e a tua mente, não
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum remédio que me dê alegria.

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