25, |mari| ana.
*
manhã em que rebolávamos pela avenida gingando scarlett e pete bjorn, na (des)afinação da loucura.
menina ana, jeans rasgados, sapatilha, t-shirt larga, cabelo comprido, cabelo solto, registo descontraído de um qualquer ícone da pop-rock-modo-férias.
menina ana, verde-Régua nos seus olhos, pele em nata e framboesa, largava sua matreirice presa nos lábios franzidos em beicinho. [nossa conversa sempre foi uma lista musical com intervalo em palavras:
menina ana passa Lana, passa Florence, pára em Buckley, recomeça em a.monkeys, "do you still feel younger than you thought you would by now",
e Gonzalez,
e Strokes,
e Doors,
e Radiodept,
Radiohead, jigsaw falling into place,
kings of convenience, "hey baby, Mrs. Cold...",
Black keys, Elis, James Blake,
"or darling have you started feeling old yet?",
e volta a Buckley,
volta sempre a Buckley
mesmo quando Sean Riley chega para a baralhar
[and they pray, pray, pray, to see her again everytime she comes around]
*
25, |mari| ana.
escreva mais, cante mais, rebole mais.
chegam-me pelo pensamento as suas risadas na telefonia: menina ana, saiba você que isso tem toque de flanela para a gente que a ouve
na casa fria,
no mundo frio,
na gente fria.
*
25 e cinco minutos, matrioshka minha
and now, you're ready to start.
a quatro meses dos vinte e sete fui à memória dos mimos bons.
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