26 setembro 2013


a minha mãe sempre gostou do meu pai. é o que ela me conta. demoraram anos para se encontrar mas estão juntos há quase trinta. acho do mais bonito que há. por isto vou ter sempre esta mania das ternuras. e de querer viver um amor incrível e arrebatador. que espero que ainda exista. no meio de conjunturas desfavoráveis e valores em crise, por aí algures, guardado para mim. um amor que me desabotoasse a pele e me visse o dentro todo. que durasse tanto quanto a paciência, o respeito e o companheirismo. sem pavor das rotinas, do passar do tempo, das mudanças nem das diferenças. não estou à procura dele. acredito que ele me vai encontrar. quando estiver distraída a fazer o que mais adoro. 

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