troquei a carta de condução por uma máquina fotográfica. quando atingi a maioridade. um piano por umas sapatilhas de dança. e as performativas pelos livros de semiótica. nunca deixei ir nada até ao fim. mudei de cidade por capricho, levei tabefes e abanões para aprender a desconfiar dos que falam de para sempre. perdi o rigor do clássico para me transformar na melosa das cantigas e das películas que se rende a noodles às quatro da manhã. troquei a loucura pelo sossego mais cedo do que previa. deixei de ver televisão. e de dizer com todas as letras a quem eu quero. passo tempo demais no facebook quando devia estar de mãos e alma entre pessoas e histórias e lugares a conhecer. rio alto quando estou nervosa e digo coisas da cabeça para fora quando a minha boca devia estar calada. tenho urgência em chegar perto. e medo de confirmar querer ficar. nas esquinas de mim e do que deixei de ser a maps consegue tocar vezes infinitas sem cansar. gasto tubos de pasta de dentes à parva, como nutella às colheres para felicidade da minha anca e morro nas únicas eferémides que pertencem à força ao meu calendário. o que sobra do que já não sou continua a sonhar em francês e a infiltrar-se na anatomia dos quases. a achar que não é magnífico o bastante para afastar esqueletos e anestesiar a realidade enquanto a verdade acontece aos solavancos suspensa para lá do que é claro.
5 comentários:
a maps. <3
aliás, todo o texto!<3 :)
muito boa cena :)
Pah! <3
clap clap clap
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