16 abril 2012

here in my room they call me sweet thing


«apreciando o reles quarto arrendado, algures entre os postais de arte e os cartazes fotocopiados de coléricas peças de teatro nunca se estava a mais de dois metros de distância de um álbum de nina simone. ela também tinha aquela paixão artística de rapariga de fotomontagem. havia fotos tiradas com flash de amigas da universidade e da família numa confusão entre os chagalls e os vermeers e os kandinskys e os woody allens e os samuel becketts. aqui nada era neutro, tudo traduzia uma lealdade ou opinião. o quarto era um manifesto. um livro ao lado da cama. a insustentável leveza do ser com vincos na lombada. outro livro: o homem que confundiu a mulher com um chapéu».

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