09 março 2012

«as raparigas do norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis. têm o ar de quem pertence a si própria. andam de mãos nas ancas. olham de frente. pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. confiam, mas não dão confiança. acho-as verdadeiras. acredito nelas. gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. são mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. as mulheres do norte deveriam mandar neste país. têm o ar de que sabem o que estão a fazer».