soube que estava a fazer um trabalho considerável quando fui dar com o meu irmão a ouvir ben howard. até então andava fora do essencial, distraída a atravessar dias sem saber como. foi por essa altura que percebi que tinha a cabeça e o coração nos sítios certos e que não precisava de muito mais senão estar perto. do nada abriu-se o baú das músicas com asas e sem fórmulas o meu acaso numa fracção. medos à parte deixou-se ser. até que não foi mais. em pleno estado de maturação descobri borbulhas depois de uma adolescência a pôr clearasil em coisa nenhuma. levaram-me para cima do palco e para lá das grades. prefiro concertos no pó da multidão. do alto da minha independência estreei-me a solo e quando dei conta estava por cima do barcode a concluir que afinal também acontece aos outros. e nem assim nostalgia foi a palavra mais procurada no priberam. leram-me a sina. atafulhei-me de passado para por fim perceber que viver em analepse pouco ou nada resulta e o melhor mesmo é ir em frente. o que doeu fez crescer. e de novo ter certezas. do querer e do dispensar. fui bon iver até as entranhas, rendi-me a jon hopkins e dei tréguas a j.viewz. graças a estes olhos esbugalhados que herdei sabe deus de quem tenho um irs rico em recibos da farmácia. continuo a comer limão com tudo e em todos os estados físicos da matéria. a bastante poucas experiências de me tornar numa espécie de nigella lawson, para alegria de meus pais, sou o melhor partido que conheço. subi portugal por saudades. do caos nasceram novas cores. desisti. deixei ir. quis demais. esforcei-me, se calhar, de menos. a única coisa que me garante a este mundo continuam a ser a música e as minhas pessoas. as de sempre e as que entretanto foram chegando. as que me sabem de todos prismas e na maioria dos avessos, estão lá e cá de qualquer maneira. podia pedir-vos inúmeras coisas, nomeadamente, que se juntassem todos e me fizessem uma vaquinha para ir a coachella, mas não peço mais nada senão o tanto que já me dão. a verdade, o riso e os puxões de orelhas. sobretudo que continuem a anular os bastantes quilómetros ou os dias abarrotados que nos separam. prometo apenas o melhor de mim. e estar aqui. para a vida e para a beleza, a rebeldia e novos horizontes. o meu ano acaba de começar. vamos embora?
3 comentários:
vamos :)
"sou o melhor partido que conheço" - confiar e saber quem somos vale por tanto... *
PARABÉNS! ***
Mereces coachella e o mundo ;) Feliz Aniversário! Vamos embora!!
És bonita.
Ctg o Mundo é um sitio melhor.
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