29 março 2010

baseado em factos reais

não me apetece pensar. apetece-me escrever. isto não quer necessariamente dizer que seja qualquer coisa com sentido. é um porque sim e toda a gente sabe o quanto me apraz um porque sim descomprometido. a brincar, a brincar nem dei pela mudança da hora. o fim-de-semana prolongou-se à força pelos piores motivos. falar de vómitos não é a melhor coisa do mundo e também não quero maçar as onze pessoas que seguem este blogue com o assunto. a verdade é que tive um sábado e um domingo à grande e à francesa. primeiro ripostei, mas depois até agradeci que às duas da manhã já fossem três, porque só queria ver o bairro pelas costas. qual é a ciência do bairro? alguém me explica? já não há saco. estou com o bairro pelos cabelos. tanto encontrão, tanta gente com álcool no sangue, tanto disparate que se ouve quando se passa, tanta miúda gira que se veste da mesma maneira. era noite especial e apesar de andar a contrariar tendências, alguém decidiu por mim deixar-me ir. e fui. contrariada. só porque tenho amigas mesmo fixes. que me arrancam de casa às cinco da tarde, quando eu digo que já são cinco da tarde e no fundo são só cinco da tarde. e que fazer? uma coisa é irmos no carro e dizer que a música que está a passar na telefonia é grande cena, outra coisa é quando ponho queens of the stone age a tocar e dizes que é incrível. e tudo muda porque não só te apresento em primeira mão os 3's e 7's, como usas a palavra incrível. não fomos à croácia. nem à holanda. fomos palmilhar sesimbra. e sesimbra tem a cor do mar de dubrovnik. de repente já era domingo. quando deviam ser seis da tarde eram já sete e nós na areia com gente dentro do mar. inveja. lembrei-me do que nos une. e do que nos separa. tu dizes ténis, eu digo sapatilhas. há em mim pronúncia do norte que só tu descobres. hoje é segunda-feira. o pior dia da semana, para alguns. é um dia custoso. a mim custam-me os primeiros trinta minutos depois de o despertador tocar. hoje nem tocou. porque a noite foi demasiado longa. quando a passamos a noite sozinhos é sempre longa demais. por aqui há vestígios do fim-de-semana, chá e bolachas de água e sal. o meu estômago denuncia o almoço ao sol. mas o que é que isso importa se foi tudo tão maravilhoso?

2 comentários:

Sarilhos disse...

só hoje me dei ao luxo de puder ler ...e sim o que importa? nada ...apenas rir que nem tolas :P

Me, Myself and I disse...

tinha saudades da tua escrita. :)
bom voltar e constatar que estás na mesma.