21 dezembro 2009

perdas

passo a vida a perder e não gosto nada. não é de perder, perder. não gosto de perder coisas. partes de trás de brincos. comboios e autocarros. perder chateia-me. só que não é o que mais custa. a perda de pessoas supera qualquer acessório que fique desamanhado ou o atraso imprevisto por ter que esperar mais dez minutos pelo 28. é a perda de pessoas. quando se perdem por elas mesmas. por actos inconsequentes ou casmurrice particular. mas mais, mais quando as perco de vista. e não é pela falta de uns quantos quilos de massa corporal, é a falta que me fazem. quando a vida avança e tenho que saltar um nome na lista de contactos do telemóvel.

1 comentário:

margarida disse...

Como te entendo..
Todos já perdemos alguém, "alguéns" que temos que ultrapassar nas listas; do telemóvel, dos postais de Natal, do jantar, do lanche de aniversário.. É triste e doloroso, mas caraças que a vida é mesmo assim! :(