se isto tivesse sido escrito a quente não lhes faltava nomes feios. detestei-os tanto, tanto. bêbados e alcoviteiras aos gritos ou simplesmente a espalhar o pânico. bombos que ensurdecem quaisquer ouvidos, narizes que sagram, garrafões de tinto que acusam nas figuras mais tristes, risinhos histéricos para as câmaras de televisão. aproveitam dias de sol e vêm de excursão a lisboa destabilizar a vida de quem cá anda. vêm aos magotes fazer rimas da treta "o trabalho é um direito, sem ele nada feito". yo. Desempregada sou eu e levanto-me todos os dias às seis da manhã para não deixar para trás o que projectei durante anos. sem recibo verde, mas com muita vontade. trabalhar para aquecer não é fixe. o mais certo é não dar em nada, porque não há dinheiro e toda a lenga-lenga que já sei de cor. mas a gente cá continua. dá-se o melhor, enquanto nos caem em cima os quem sabe... que já são mais assertivos que propriamente rasgos de esperança. como eu há outros tantos. e não é por isso que embandeiramos ruas e difamamos o poder. este país pode ser só fachada, mas se há crise não é com ajuntamento de pessoas que se vai resolver. já devia estar mais que sabido. à vossa pala, seus morcões, perdi tempo que me é tão útil. e a paciência com tanto provincianismo ao desbarato.
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