se esforçam para não ter de passar por mim no mesmo passeio sem que eu perceba que estão ali a ginasticar a melhor estratégia para não terem que levar com o meu sorriso de está-tudo-bem-estou-óptima-e-ando-numa-de-divulgar-os- meus-préstimos-por-aí-ao-desbarato-mas-nem-assim-me-querem, deixem-se disso, filhos. passem e virem-me a cara. é mais honesto e eu ao menos sei que para a próxima, se houver, terei de dizer que ando muito malzinha, que se me dói tudo desde a raiz do cabelo até à unha do pé, que a minha vida é uma miséria e que o sol tem nascido, mas não tem brilhado para mim.
só se lembram do meu número de telemóvel quando querem o de uma amiga minha e quando eu lhes peço o mínimo favor dão a desculpa mais esfarrada do ano, podem esquecer que faço parte da lista de contactos.
só sabem quem eu sou quando já meio mundo se cortou, ainda assim adoro saber que me têm em conta, mesmo que seja das últimas opções.
- sabem estar sempre sem estar, obrigada.
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