ao sair de casa, a boleia mais inesperada "entra que eu levo-te à faculdade". entro e depois do silêncio. "então já és jornalista?". fiquei embaraçada. esperava no mínimo um "então estás boa?" para início de conversa. é sempre estranho falar de jornalismo a quem percebe dele muito antes de nós sabermos juntar letras para escrever o nome e a data na escola primária. pior só mesmo falar de jornalismo a quem nos conhece mesmo antes de nós próprios termos noção da nossa própria existência. disse que não, que estou a milhas de me considerar tal coisa. primeiro, porque nem sequer acabei o curso e segundo, para me sentir uma à séria tenho muito caminho pela frente. a pessoa riu-se. e recordou a minha primeira experiência nas lides da telefonia. ele era locutor. eu tinha três anos. a obra-prima está em k7 e é alvo de chacota para quem a ouve. lembro-me de tudo. a k7 guarda todos os passos. todo o processo de gravação até ao produto final. a rir, a cantar, a dizer frases que ele me mandava repetir. fiz publicidade em rádio. ó meu deus, pois fiz. e quase nem me lembrava. será que pode ir para o cv? a viagem foi curta. ainda deu para uns conselhos. retive tudo o que me disse. vindo de quem sabe é sempre mais-valia. chego à faculdade e, sem contar, encontro as três húngaras desmioladas que não via há meses. o almoço não deu para tantos pontos de situação, de aventuras e experiências, ainda que durante todo o tempo longe o contacto fosse permanente. ainda há tanta conversa para pôr em dia. a c. foi hoje à sic. o resto do clã vai depois. quem merece, merece. e quem merece há-de ser recompensado. tenho a certeza. não sei se irei aguentar muitos mais meses de ausência física, mas quero que corra tudo bem. e é sempre bom ter mais uma casa na capital para que as minhas idas efusivas à mouraria tenham leito para pernoitar. O 2º semestre aguarda grandes desenvolvimentos. é o último. e vai ter de ser de o tal para terminarmos em beleza. estamos de volta. a bila do rock que nos aguarde.
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