16 dezembro 2006

quero que saibas que jamais vou esquecer as idas lá a casa, os meus brinquedos e os livros dos desenhos da rita que guardavas no sótão. as bolachas com marmelada e de quando me chamavas isabel. só tu é que me chamavas assim. nos últimos tempos foi difícil encarar-te. não suportava a ideia de estares a olhar para mim e não me reconheceres. mas mesmo assim sorrias e eu tentava esconder a revolta. devolvia o sorriso. o pai e a mãe chatearam-se algumas vezes comigo por não te ir visitar ao fim-de-semana. nunca lhes disse, mas custava-me ver-te daquela maneira. hoje foi doloroso. tu foste, mas a nossa vida aqui continua. para ti, hoje, um sorriso e o desejo que olhes por nós estejas onde estiveres.

1 comentário:

Anónimo disse...

Infelizmente, faz parte.

Beijinho cheio de força e coragem.